16 de out. de 2013

The Walking Dead - 4x01 • 30 Days Without an Accident [Series Premiere]
Bárbara Herdy16 de out. de 2013





Quando você acha que não pode piorar …

Piora, mais para a melhor.
Se é que existe melhor em ‘The Walking Dead’. Quando você acredita que eles terão um pouco de paz, BANG. Problemas. Como o próprio Rick disse nesse episódio você precisa saber se proteger dos zumbis e dos humanos, ele só esqueceu de um terceiro elemento: o invisível, mas falaremos disso mais para frente.
Depois da temporada estável que fomos agraciados no ano passado, digo sem medo algum que tivemos um excelente series premiere. Olha, faz tempo que não assisto um episódio tão bom de ‘The Walking Dead’ que tenha despertado dezenas de sentimentos diferentes em mim, entre eles raiva, agonia, vontade de abraçar o Daryl – normal - e um em particular essencial para series e que a tempos não sentia ao assistir essa série em particular: curiosidade.
Porém, vamos começar por partes.
Irei dividir esse episódio em três partes: Rural, Ronda do terror e Rick, o andarilho.

No elenco rural tivemos o acréscimo de vários personagens, 03 nós já conhecemos da temporada anterior, e eu particularmente amo que são Tyresse, Karen aka Mama McCall #sddsteenwolf e Sasha, todo o amor do mundo para eles, o resto – incluindo as crianças da ‘Cidade Amaldiçoada: o remake – foram apresentados rapidamente, apenas mostrando seus relacionamentos, mas nada muito profundo, ou seja, boa parte deve morrer, se eu tivesse uma foto de todos eles, já marcaria um X em vermelho – como a diva Emily Thorne – em dois deles. Que descansem em paz, - ou não. Sejamos sinceros: a série precisa desse movimento de personagem, pois se ficar para sempre com 8 cabeças em um grupo, ninguém nunca irá morrer, pois o público vai se apegar e os produtores terão receio de arriscar. Ter número significa movimento, significa morte, significa explorar mais a história e não estagnar em um ambiente.

O inicio do episódio, com um Rick desenterrando sua arma mostra bem onde seu personagem se encontra: tentando reencontrar sua humanidade, longe de armas, longe do lado selvagem de proteção, amo essas cenas cheias de significado que costumam explorar em Rick, o ator sabe passar isso para o telespectador, fiquei apreensiva por ele, ver seu olhar de medo, a quantidade absurda de zumbis (5 mil para cada humano. Oi?) e até comecei a criar teorias conspiratórias do que poderia ter ocorrido nesses 30 dias sem acidentes.
Spoiler?
Nada ocorreu.
É. Sem acidentes mesmo.
O grupo apenas se estabilizou no antigo presídio, montaram uma barraca de alimentos, criaram regras, para agregar novos moradores precisam responder 3 perguntas, desenvolveram laços, alguns iniciaram relacionamentos amorosos (Karen e Tyresse/ Beth aka Taylor Swift e menino que não lembro do nome mais fez o filme ‘Invocação do Mal’), gosto de ver o carinho entre Carol e Daryl, mas não shippo esse relacionamento, gosto como estão, como amigos, mas shippo ele com Michonne horrores.  Até aula de leitura as crianças recebem da Tia Carol, ou pelo menos, é isso que ela quer que o Rick acredite. O grupo se separa em pequenos bandos para rondas e eliminar os zumbis através da grade.
Outro detalhe que acho importante ressaltar: os pequenos focos em alguns fatos que podem ser detalhes determinantes para os futuros enredos. O porco aka babe parecendo doente, sendo observado por Rick e Carl – menino, para de crescer! – e no final, vimos o que acontece com o animal; a carcaça daquele cervo na floresta, o comportamento ‘zumbi’ de Clara e o mais importante: aquele zumbi, entre tantos, que chamou atenção de Rick duas vezes, porque? Eu chuto que ele percebeu o mesmo que eu, que aquele zumbi era diferente, mas veremos.
Vimos nesses momentos rurais que o grupo está trabalhando em comunidade, já vimos isso acontecer uma vez na série, na 1º e 2º temporada, não funcionou muito bem no enredo e no grupo, por motivos de Shane querendo liderança, lembram? Entretanto há algo de diferente dessa vez. Não sei se é a maturidade do grupo que agora está menos esperançoso e mais aceito com a sua realidade ou se é exatamente o oposto, eles estão mais esperançosos com um novo amanhã, mas que depois desse episódio, pode não existir.

Na ‘Ronda do Terror’ assistimos os personagens mais bad ass da série, comandados por uma fierce Sasha – sem cosplay de Beyoncé – indo em busca de novos suprimentos, em um grupo bem armado, psicologicamente preparado e equipado. Gostei de ver Michonne os acompanhando nessa, o breve dialogo dela com Carl e Rick mostrou que ela não está fixa no grupo, mas que freqüente aparece, o que acho importante como definidir de caráter dela como humana: ela ajuda o grupo, mas precisa de sua liberdade.
A ‘Ronda do Terror’ serviu para dar movimento ao episódio, mostrar eles em combate, a quantidade enorme de zumbis aos arredores da cidade, apresentar cenas bem editadas e montadas, o relacionamento dos personagens e principalmente, ação. Uma das grandes reclamações do público que espera sempre mais cenas de ação com os zumbis mordendo e matando, do que relações humanas. Não se esqueçam: The Walking Dead é uma série de humanos, sobrevivendo aos zumbis, os produtores mesmo dizem isso, mas concordo que um pouco de ação sempre cai bem ao clima caótico da série.  

Intercalado ao caos da ronda, temos Rick, o andarilho.
Em busca de alimento para sua tribo – oi? – Rick, o andarilho se depara com uma zumbi pegando o que seria a sua possível comida a seus seguidores, mas espere, ela não é uma zumbi – ou ainda não – é clara, uma humana, que com a sua solidão, trama bagunçada, medo e abandono convence Rick a segui-la pela floresta abandonada dos arredores da prisão até onde ela se encontra acampada – oi?- com seu marido, Ed. Gente, todos comentam na Internet que acharam que ela era uma zumbi, eu achei isso, mas quando vi seus olhos normais e ela estava a falar, pensei na possibilidade dela a qualquer momento cair dura no chão e se transformar, minha desconfiança mesmo era no tal Ed. O amado marido de Clara que ficou no acampamento – oi??- e ela saiu para caçar alimento, aquela figura miúda que não conseguiria carregar um coelho sem tombar. Vendo as circunstâncias dela e como sempre, de coração mole, o que torna Rick o mais humano de todos, ele segue a mulher até o acampamento com a promessa de chegar lá, fazer as 03 perguntas necessárias para Clara e Ed, talvez, irem viver na prisão. Óbvio que as coisas não terminaram bem. Eu esperava o pior dessa cena, na realidade, tinha momentos que queria socar o Rick por estar caindo em mais uma armadilha, mas o desenrolar da cena por mais obvio que tenha sido, de luz a uma outra cena, já na prisão com o Senhor Hershel aka Tio Hershey que revela todo o motivo daquela cena simples, mas de grande significado: o que Rick poderia ter se transformado com a perda de Lori, se não fosse pelos filhos e os amigos. Achei interessante essa visão, pois realmente, Rick ficou a ponto da loucura, com um filho rebelado e distante e uma bebê para criar, Rick poderia ter dado a louca, matado a todos e tentado seguir a esposa de vestido branco. Foi bom Rick reafirmando a sua humanidade, e ver que um ciclo se fecha em The Walkind Dead e um novo se inicia com um final um tanto misterioso e de ótimo impulso para o próximo episódio.

O que será?
Uma mutação do vírus Zumbi, que todos os humanos já tem, sendo que agora animal, por isso o porco mostrado no principio e fim do episódio?
Será uma mutação, sendo que agora na água, por isso o porco ficou em tal situação e talvez, os humanos?
Bom, muitas teorias, que provavelmente não serão respondidas em completo, mas com certeza, serão exploradas nessa temporada. Como disse, Rick precisa mudar o dialogo dito a Clara no principio do episódio, eles não devem temer apenas os humanos e zumbis, mas o invisível.

Em tempo de caos: Adoro o casal Maggie e Glenn, mas achei desnecessário explorarem o assunto ‘gravidez’ agora, podia ser falado mais para frente. Por mais que eles estejam bem juntos, acho que a preocupação de Glenn, no momento, é irrelevante, Maggie tem razão: um bebê é vida. Por mais que eles vivam em caos, se ela estiver grávida ou ficar em algum momento, como odiar e tentar tirar isso?! 

Em tempo de eliminação: Só eu acho a Beth uma personagem desnecessária na série? Além de cantar e usar gorros, ela serve para o que? Achei as duas cenas dela completamente sem necessidade, sentimento e forçadas, sem dizer que ela abraçando Daryl foi super awkward, mas ...


Bárbara Herdy Escritora, publicada no site da Amazon/Kobo, professora, poliglota, Companion, Slytherin, Hobbit, Targaryen, Ms.Holmes e é casada com Mr.Darcy. Bang, that's me, mates. Me siga no twitter @MsBarbieHerdy