10 de jan. de 2014

Maratona | The O.C • 1x01 - The Pilot
Bárbara Herdy10 de jan. de 2014



California here we come

Right back where we started from ♪


Sou geração ‘One Tree Hill’.
Nunca tive interesse em ‘The O.C’, nascida e criada perto de praia, essa turminha do barulho vivendo uma vida regada de luxos num dos lugares mais incríveis dos Estados Unidos e tendo a praia como paisagem não me atraia nem um pouquinho. Seu elenco me chamava atenção graças a Ryan Atwood e Seth Cohen, via algumas cenas soltas apenas pelo bromance deles, para mim, um dos melhores amigos da televisão americana. Agora o que falar de Marissa Cooper? Chaaaaaaaaata! O que falar de Summer? CHAAAAAAAAAAAAATA MÃE! Mesmo que os fãs babem por ela, eu nunca fui com a cara dela.
Então, essas poucas cenas que eu via, se transformavam em nenhuma com o passar do tempo, pois acabava por me encher com plots desinteressantes e personagens fúteis, irritantes e chatas.
Isso foi há uns 05 anos atrás.
Os tempos mudam e existem segundas chances para tudo na vida, incluindo séries.

Papeando com a Lena, contando a ela a minha felicidade por estar finalmente de férias (3 semestres em 1 ano!!!!! E agora terei 1 mês de férias rá rá rá ) falei que queria fazer maratonas de séries que sempre quis ver, mas me faltava o tempo. Ela mencionou em algum momento ‘The O.C’ e eu propôs: vamos começar a ver? Está bem claro que ela aceitou, né?
Então, começamos a ver, combinamos que cada uma faria um grupo de review: eu dos episódios impares, ela dos episódios pares. Então, não se esqueçam: episódios impares, eu vou resenhar, episódios pares, Lena que vai.
Entenderam? Já sabem em quem tacar os tomates? Ótimo.

Sobre o piloto de The O.C

No inicio do episódio conhecemos Ryan e seu irmão mais velho, instigado por ele, Ryan testemunha o roubo de um carro, apenas por farra. Ambos acabam presos e aí que a história de The O.C inicia. Sandy Cohen é um defensor público apaixonado pelo que faz.  Ao ter Ryan como seu cliente ele decide ajudá-lo, pois gostou de sua intensidade e esperteza, por algum motivo, ele se identifica com ele quando jovem. Ryan foi criado na periferia e tem uma família problemática, coisa que é notada na única cena do piloto em que ele está em casa com sua mãe, bêbada e seu padrasto, um canalha que deixa bem claro, que sua vida ali dentro não é fácil. Marginalizado e perdido, Ryan tem futuro, ele só precisa de ajuda, sua mãe não lhe garante isso, o expulsando de casa. Ele procura por ajuda de amigos, mas nenhum se mostra disponível, então ele recorre a Sandy, que se mostrou preocupado e talvez, a sua salvação.
Ao chegar a Orange Country, Ryan encontra uma família nos Cohen, criando uma grande amizade com Seth de cara, um garoto que se esconde atrás de seus quadrinhos, videogames, vive praticamente em uma bolha – coisa que sua mãe Kirsten gosta - e idolatra Summer em segredo, ela que nem sabe que ele existe.
Além de Summer, é em OC que vive Marissa, uma menina rica muito problemática que acaba por se envolver com Ryan, mostrando interesse pelo rapaz em uma primeira olhada, típico amor de série teen, trazendo ainda mais problemas para ambos.

É de conhecimento geral que um episódio piloto é o que faz qualquer telespectador continuar a seguir um episódio. A sinopse, o elenco e a produção é uma apresentação, é o que te convida a ver a série, mas é o piloto que faz você falar: é, eu preciso seguir isso pelas próximas 10 semanas.

Aviso aqui que não há nada de extraordinário no piloto de ‘The O.C’, segue os modelos tradicionais de uma série teen americana: grupo populares, os nerds, plots referentes a família, plot’s referentes aos jovens, garota riquinha problemática que quer ser perfeita, tem tudo que quer, pois é popular, mas se encanta pelo cara mal; garoto nerd que é apaixonado pela garota popular que não sabe que ele existe; festa para embalar o episódio, uma briguinha ali, outra acolá, drama para fechar o episódio e ... acabou.
Parece que não gostei? Está enganado.
Amei.
É uma ótima distração, é divertido, tem boas lições aos jovens, um elenco que tem química e uma série que mostrou potencial no episódio piloto, como disse ali em cima, é ele que faz você querer seguir a série, e eu me senti assim, com vontade de ver, saber e conhecer melhor esses personagens.

Não nego que fica aquela sensação que você já viu essa série antes, um milhão de vezes, tipo ‘Dawson’s Creek’, mesmo modelo, mesma idéia, só que ‘Dawson’s’ o roteiro era bem mais rebuscado, vamos dizer assim, quem assistia a série, sabe do que to falando.
Entretanto ‘The O.C’ tem algo que todas as suas sucessoras – incluo aqui ‘Gossip Girl’ – perderam que é o dialogo sensível entre os personagens, principalmente nas cenas familiares. Como sinto falta de cenas familiares, que os jovens podem se relacionar, nas séries teens? Os plot’s em ‘The O.C’ são pontos determinantes na vida dos jovens: como o que é certo, errado, bebida, ser popular, ser o nerd, ter amigos, não ter amigos, namorar ou não e esse são apenas alguns dos assuntos abordados no primeiro episódio, o que me faz crer que nos próximos, teremos as conclusões dessas tramas e a apresentação de novas.
’The O.C’ no piloto se mostra uma série rica de idéias, personagens, atuação, roteiro bom, mesmo que clichê, uma trilha num primeiro momento sem muita identidade e fotografia muito bonita.
Já deu para saber quem é quem na série, num panorama rápido:
Os Cohen são a família perfeita – mas isso deve mudar.
Os Cooper são a família toda errada – e isso não deve mudar.
Marissa é a garota mais popular, inteligente, gata, esperta, sexy, que tem tudo que quer, namora o cara mais lindo do colégio, mas quer o impossível.
Ryan é o impossível, garoto errado, pobre, ferrado, mas que é esperto e tem futuro, só precisa de um anjo da guarda.
Seth é o nerd, personagem que 10 em 10 pessoas irá se apaixonar porque ele é fofo, lindo, engraçado e profundo em seus pensamentos.
Summer é a melhor amiga de Marissa, tudo que ela é, Summer também é, entretanto ela não caiu nas minhas graças, não só por eu achar a Rachel enjoada, mas por a personagem ser basicamente chata – e ignorar o Seth, quem faria isso. ~ suspira, me preparando para o banho de tomate voadores na minha face ~
Luke é o marrento, sem conteúdo, de cabelo espetado e que gosta de ser o briguento popular.

Basicamente, é isso que aprendemos no piloto.
Eu terminei o com a sensação de que precisava de mais, me senti envolvida e encantada pelos personagens, menos Summer e Luke. De todos, estou completamente apaixonada por Ryan – o que é raro, eu gostar de um protagonista – e pelo Seth. Mesmo contra as possibilidades, também gostei de Marissa, eu que a odiava mortalmente há 5 anos atrás, vi novas camadas dela que me fez a olhar de um modo diferente. Isso não ocorreu só comigo, comentando com Lena, ela me disse que também sempre detestou a Marissa, mas como eu, começou a vê-la com outros olhos – e não achou a MENOR graça na Summer, taquem tomates nela também.

Bom, por hoje é só.
Espero que a resenha desperte em você o desejo de começar uma maratona “The O.C” também ou quem sabe, se você já assistiu, rever a história desse pessoal que parece ter muito o que contar.
Nos vemos no 1x03 – The Gamble, mates x

Mensagem do Cohen: Vale comentar que todos os nomes dos episódios – TODOS MESMO - começam com ‘The’ na frente, o que virou uma característica da série e muito amada pelos fãs, como também os episódios natalinos, mas falarei disso quando chegarmos no episódio, é ...

Bárbara Herdy Escritora, publicada no site da Amazon/Kobo, professora, poliglota, Companion, Slytherin, Hobbit, Targaryen, Ms.Holmes e é casada com Mr.Darcy. Bang, that's me, mates. Me siga no twitter @MsBarbieHerdy